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Quem Fala - Por Dentro do HCL 069/2018

Data de publicação

Quem fala é o vice-presidente do Hospital do Câncer de Londrina (HCL), Dr. Rubens Martins Júnior. Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina em 1981, especializou-se em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1982 e em Medicina Nuclear pelo Centro de Medicina Nuclear da USP, em 1984. Dois anos depois iniciou sua história no HCL. 

Desde então, faz parte do corpo clínico da instituição como médico endocrinologista e nuclear e, ao longo dos anos, estreitou seu trabalho junto à gestão. De 2003 a 2005 foi conselheiro fiscal do HCL e ainda em 2005 assumiu o cargo de vice-presidente, que ocupa até hoje. No mesmo período, Dr. Rubens ainda cursou MBA na Fundação Getúlio Vargas.

Os mais de dez anos de Diretoria Executiva lhe reservaram muitos desafios, mas também a colheita de muitos frutos. Dr. Rubens participou ativamente do processo de reconstrução financeira e administrativa iniciado em 2005, que fez com que o HCL passasse de um dos piores hospitais de câncer do Brasil a um dos dez melhores. 

Conquista essa que é resultado de muito trabalho. Internamente, presidentes, conselheiros, gestores, coordenadores e colaboradores assumiram não só o compromisso de sonhar, mas também o de idealizar e organizar as ações, dando forma ao planejamento estratégico. O recurso surgiu naquele contexto de reestruturação, veio se desenvolvendo, sendo aprimorado e é executado até hoje.

“O HCL é uma instituição voltada, principalmente, ao atendimento de pacientes do SUS e sofre em decorrência disso com a diferença entre o trabalho realizado e o que, de fato, é recebido. Isso acaba levando o hospital a ter limitações do ponto de vista financeiro para o cumprimento de todo o planejamento estratégico que é estabelecido no inicio de cada ano. Mesmo assim temos conseguido atingir de 70 a 80% das metas propostas”, conta.

Tendo em vista este cenário, a principal meta do planejamento estratégico para o ano de 2018 é a sustentabilidade, que, segundo o vice-presidente, é um dos maiores desafios de qualquer entidade filantrópica. 

Por isso, gestores e lideranças dos setores vêm estabelecendo metas fundamentais e ações diretivas específicas de suas áreas que contribuam para esse objetivo. 

O desafio é grande, mas é necessário assumi-lo, já que, apesar de ser uma entidade filantrópica, o HCL é uma organização como qualquer outra e precisa sobreviver financeiramente para continuar existindo e prestando serviços com excelência, qualidade e segurança, como vem fazendo há mais de 50 anos.

Outra das importantes metas deste ano, dessa vez mais voltada para a área assistencial, é a adequação física e estrutural para receber dois novos aceleradores lineares, que integrarão o serviço de Radioterapia. Os equipamentos são resultado do Programa de Expansão da Radioterapia no SUS, do Ministério da Saúde, que contempla também a construção de um bunker, e de ações de captação de recursos realizadas junto à comunidade.

Recentemente, membros da Diretoria Executiva, do Conselho Gestor e do Conselho Deliberativo do HCL receberam o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros para assinatura da ordem de serviço que autorizou o início dos trabalhos. Alguns dias depois, diretores e gestores do HCL, representantes do Ministério da Saúde, das empresas Varian, Concremat e Tekenge também se reuniram para a apresentação do projeto e organização das primeiras ações.

Atualização técnico-científica

Outra importante vertente contemplada pelo planejamento estratégico da instituição, segundo Dr. Rubens, são as áreas técnica e científica, que passam por diversas mudanças e evoluções.

Destacam-se as reuniões científicas, realizadas pelas especialidades oferecidas na instituição e abertas aos médicos de Londrina e Região. Durante os encontros, os médicos de cada equipe discutem os casos, trocam experiências e informações, sempre visando oferecer as condutas mais seguras para cada paciente e uma assistência de qualidade de forma a oferecer à comunidade o retorno dos investimentos constantemente realizados.

Ainda no aspecto técnico-científico, destacam-se outras melhorias, como o recente início da residência em oncologia clínica. Há oito anos, a instituição contava apenas com o programa de residência em cirurgia oncológica.

Com isso, o HCL reforça seu protagonismo a nível nacional enquanto berço de ensino e educação médica, oferecendo programas de residência nas duas modalidades da oncologia.

O vice-presidente ainda destacou a recente contratação de novos profissionais médicos, de diversas especialidades, como um reforço importante em termos de qualidade técnica e de recursos humanos, já que, há tempos, a demanda por atendimento vem apresentando crescimento exponencial.

Segundo Dr. Rubens, a combinação dessas ações tem promovido uma mudança importante no perfil dos médicos da instituição, colaborando para uma significante melhora na qualidade técnica e no atendimento prestado aos usuários, o que, para ele, vai levando o HCL a um patamar assistencial diferenciado.

“Além dos profissionais que já fazem parte da instituição e que exercem um trabalho de excelência, a chegada de novos profissionais, também muito bem qualificados, acaba elevando o nível técnico do serviço, fazendo com que o atendimento ao usuário seja de melhor qualidade”, destaca.

Gestão e administração

A melhora no atendimento, de acordo com o vice-presidente, é movida também pelo intenso processo de atualização do corpo funcional da instituição, que participa constantemente de treinamentos e cursos de aperfeiçoamento.

A chegada de novas ferramentas de gestão e administração também vem potencializando este efeito ao permitir análise e projeção dos trabalhos e mensuração de resultados, fazendo com que o planejamento estratégico seja aprimorado a cada ano e novos objetivos sejam traçados e alcançados.

Além disso, houve a reestruturação do departamento de Qualidade, que vem realizando o mapeamento do atual cenário da instituição. Na sequência, ações por melhorias nos processos e fluxos de trabalho serão iniciadas, visando elevar a qualidade e eficiência da assistência oferecida ao paciente oncológico.

Para o vice-presidente, é esse o objetivo de toda e qualquer ação projetada e desenvolvida na instituição.

“Como sempre, primamos pelo perfil humanitário de todos os profissionais que aqui trabalham. Isso é indispensável, pois entendemos que os pacientes aqui atendidos são portadores de uma patologia muito grave, com prognósticos reservados e que precisam, efetivamente, de um acolhimento maior do ponto de vista do atendimento médico-hospitalar”, finaliza.

Texto e foto: Assessoria HCL

Serviço de patologia do HCL passa por mudanças

Data de publicação

O serviço de patologia do Hospital do Câncer de Londrina tem muitos desafios a serem vencidos, visando, não só a melhoria da qualidade, como também a busca da excelência e, para isto, desde outubro de 2017, tem uma nova dupla no comando: são os médicos patologistas Dra. Angela Gordan e Dr. George Câmara Lopes.

Ela: formada em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 1999, e especialista em Anatomia Patológica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). 

Ele: formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Marília, em 2008, e especialista em Anatomia Patológica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Apesar de só passarem a integrar o corpo clínico da instituição no ano passado, em algum momento anterior, os médicos já haviam tido contato com o HCL.

De forma mais estreita, desde 2005, Dra. Angela já prestava alguns serviços pontuais à instituição, especialmente exames imunohistoquímicos. À época, o hospital possuía outra equipe à frente do laboratório. Foi só em 2016 que a demanda se intensificou e ela passou a prestar serviços terceirizados à instituição.

Dr. George, por sua vez, voltou à Londrina, cidade de onde é natural, há cinco anos e desde então atuava em uma clínica particular. Mas, segundo ele, sua meta como profissional sempre foi integrar a equipe do HCL.

“Trabalhar aqui demonstra uma credencial, porque os casos são muito complexos. Além disso, é muito bonito fazer parta da instituição e eu sempre tive esse interesse”, conta.

A concretização desse objetivo veio no ano passado, quando ele deu o aceite para o convite feito pela própria Dra. Angela.

Cenário e primeiras ações

A dupla sabia que o desafio era grande, mas segundo Dr. George, não imaginavam que tanto. “Nosso laboratório realiza cerca de sete mil exames por mês”, destaca.

Segundo ele, a alta demanda contrastou com o fato de que o serviço executado pelo patologista é quase artesanal e praticamente impossível de ser automatizado, o que exige muita mão de obra especializada. 

“Não é como um exame de sangue, onde colhemos o material e colocamos na máquina para que ela processe e dê o resultado. Nós precisamos estar atentos a todos os processos”, explica.

A primeira ação foi a realização de um 5S, metodologia de organização e qualidade amplamente difundida, visando promover melhorias no setor e no ambiente de trabalho.

Também houve mudanças no quadro de colaboradores. Desde março, o laboratório conta com a atuação de mais uma médica patologista, Dr. Amanda Pelegrine Herculiani.

“Quando surgiu a oportunidade, gostei muito da proposta, que era para trabalhar principalmente com a parte de ginecologia e mastologia, que são as áreas que tenho maior interesse. Além disso, também sempre quis trabalhar em um hospital”, conta Dra. Amanda.

Formada em Medicina pela Universidade de Marília (UNIMAR), com residência em Anatomia Patológica pela Universidade de Campinas e passagens pelo A.C.Camargo Cancer Center e pelo Massachusetts General Hospital, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, Dra. Amanda é parte essencial do processo de avanço do laboratório de patologia do HCL.

“O processo de mudança é longo, ainda há diversas melhorias a serem implementadas, mas já melhoramos muita coisa, inserimos novos processos...”, completa.

Agora, a próxima ação, demanda identificada pelos próprios médicos e com a concordância da Diretoria Executiva e do Conselho Gestor da instituição, é uma reforma estrutural, que adequará os espaços do laboratório. “O espaço que temos é bom, mas precisamos redistribui-lo para deixar o local mais funcional e mais atual”, explica Dr. George.

Além das mudanças físicas e de recursos humanos, o trabalho também se concentra em diversas melhorias administrativas, que vem sendo possibilitadas por meio da atuação de duas consultorias: uma de São Paulo, especializada em processos técnicos de laboratórios de análises anatomopatológicas, e outra local, especializada em processos administrativos e financeiros.

Estes dois últimos, segundo os médicos, também representam um grande desafio, já que comandar um laboratório anatomopatológico vai muito além de realizar as análises e elaborar laudos. “Nosso trabalho não é simplesmente técnico, é complexo. Temos que fazer toda a administração da unidade e isso envolve gerir recursos humanos, administrativos e financeiros da melhor maneira possível”, ressalta Dra. Angela.

Para os médicos, a fase ainda é turbulenta, mas o foco está nos objetivos futuros, que levarão o laboratório de patologia do HCL ao seu patamar de origem.

Objetivos

Segundo os médicos, todas as ações estão sendo pensadas e desenvolvidas para que a instituição possua um laboratório de análises anatomopatológicas à altura de todo o restante da estrutura.

“Nosso objetivo é transformar o laboratório de patologia do HCL em um centro de referência não apenas para Londrina. Também queremos que ele seja uma unidade autônoma, que receba demandas externas e, com isso, passe a gerar lucro para a instituição”, afirma Dr. George.

As mudanças também visam somar esforços em busca da acreditação hospitalar. “A unidade possuía algumas não conformidades que poderiam impactar na conquista dos selos de acreditação. Com a adequação do serviço e do espaço, pretendemos deixar ao laboratório preparado para as vistorias e, junto aos demais departamentos, levar o hospital a conquistar a acreditação”, projeta.

Outro desejo da dupla – também validado pela gestão do hospital – é desenvolver dentro do laboratório um núcleo de ensino e pesquisa. “Entendemos que a unidade tem um potencial enorme, é muito rica em casos e estatística. Esperamos que, futuramente, com parcerias com instituições de ensino e com a indústria farmacêutica, possamos viabilizar esse sonho”, afirma o médico.

Impacto no tratamento

Embora o conhecimento sobre a função da patologia possa ser um pouco obscuro para muita gente, a especialidade é indispensável e determinante no tratamento oncológico.

“A patologia é a especialidade que mais evolui na medicina, especialmente quando associada à oncologia. É a especialidade responsável por analisar o tumor de cada paciente e indicar ao médico qual tipo de remédio deve ser prescrito”, explica Dr. George.

Por meio de análises moleculares do DNA do tumor, os patologistas identificam proteínas expressas por esse tumor e que dizem se ele responderá a determinado fármaco ou não.

“Isso se chama medicina personalizada. É tratar o paciente de forma individualizada. Trata-se de um ganho inestimável. Com um recurso como esse, temos a possibilidade de estender a sobrevida de um paciente de três meses para dez anos ou mais”, exemplifica o médico.

Com isso, fica fácil entender que todas as melhorias que já estão sendo implantadas no serviço de patologia do HCL e as demais ações ainda previstas têm impacto direto na assistência ao paciente. 

A adoção de boas práticas e de protocolos de rastreabilidade e anticontaminação mais rígidos, por exemplo, garantirão maior segurança no tratamento, uma vez que evitarão a troca ou a perda das amostras. Isso diminui os riscos de falhas e garantirá que a análise dos materiais gere resultados específicos para cada caso.

“Nos baseamos nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Patologia e da Sociedade Americana de Patologia. Isso garante laudos atualizados e de elevada qualidade”, atesta Dra. Angela.

Além disso, conforme explica Dr. George, laudos de melhor qualidade técnica possuem maior confiabilidade, ou seja, oferecem aos médicos orientações mais claras e maior embasamento para o desenvolvimento de tratamentos mais assertivos.

Ainda assim, segundo Dra. Angela, a patologia mantém suas portas abertas para que o corpo clínico possa discutir os laudos, da mesma forma que as reuniões científicas passaram a contar com a presença dos três patologistas.

Segundo a médica, é importante que haja essa abertura e integração de forma a garantir que os médicos tenham suas eventuais dúvidas solucionadas e que a patologia esteja a par de todo o desenvolvimento dos casos. E o objetivo, com isso, é um só: oferecer ao paciente a melhor assistência possível. 

Texto e fotos: Assessoria HCL

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