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Last updateQua, 19 Jul 2017 11am

Médico do Florida Cancer Specialists visita HCL

O Hospital do Câncer de Londrina recebeu, na noite do dia 28 de junho, o oncologista, hematologista e chefe de Qualidade e Informática Médica do Florida Cancer Specialists & Research Institute (FCS) Dr. Lucio Gordan. A convite da direção, o médico apresentou aos profissionais do corpo clínico, diretoria e outros setores do HCL sua vasta experiência no tratamento oncológico no estado norte americano da Flórida.

Brasileiro e formado em medicina pela Universidade Estadual de Londrina, Gordan vive nos Estados Unidos há 24 anos e há sete trabalha no FCS. A organização é a maior entidade independente de oncologia médica e hematológica dos Estados Unidos - são mais de 200 médicos, 160 profissionais de enfermagem e 103 clínicas espalhadas pela Flórida.

Em 2013, a diretora de Ações Estratégicas Mara Fernandes, o médico coordenador do setor de Cuidados Paliativos Marcos Lapa e o administrador geral do HCL Edmilson Garcia tiveram a oportunidade de conhecer a instituição de perto. Na época, os representantes do HCL foram recebidos por Dr. Lucio e por profissionais de outras instituições nas cidades de Tavares, Gainsville, Haleiwa e Miami. 

Como resultado da viagem surgiu a inspiração para o projeto da nova ala de quimioterapia, inaugurada dois anos depois. O novo modelo consiste em um local mais aberto, com grandes janelas, vista para o ambiente externo e espaços individuais para cara paciente, que dispõe de todo o suporte e suprimentos necessários para seu perfeito atendimento.

Outra realização inspirada nesta viagem foi o serviço de Cuidados Paliativos, que resultou em uma nova ala com todo conforto e humanização para os pacientes fora das possibilidades terapêuticas.

Depois da concretização destes sonhos trazidos na bagagem, foi a vez de Gordan vir até o Brasil e compartilhar com outros profissionais do HCL toda sua vivência no Florida Cancer Specialists & Research Institute. 

Durante o evento, o oncologista destacou, a partir da experiência do FCS, a importância da união dos fatores qualidade, tecnologia e informática no tratamento do câncer.

O médico ressaltou os rápidos avanços no tratamento da doença nos últimos 10 anos, especialmente nas áreas de imunoterapia e tratamentos moleculares. "Quando o paciente tem um determinado câncer e essas células cancerígenas expressam algum tipo de receptor, nós utilizamos a terapia-alvo molecular". A técnica consiste na utilização de medicamentos direcionados a combater características específicas das células tumorais, bloqueando o desenvolvimento e disseminação da doença.

Ainda assim, a quimioterapia tradicional continua representando a maior parte dos tratamentos realizados pela instituição norte americana. A novidade, de acordo com o oncologista, é a total integração do tratamento por meio da tecnologia. 

No FCS, os médicos podem controlar os sinais vitais e oximetria do paciente e fazer a administração da bomba de infusão por telemetria. Tudo isso proporciona mais agilidade no tratamento e muito mais conforto ao paciente, que não precisa se deslocar até a clínica com tanta frequência.

Outro recurso de ponta utilizado pela instituição norte americana são as cirurgias robóticas. Gordan contou que o FCS possui quatro robôs cirurgiões, os chamados Da Vinci, que permitem a diminuição de sangramento e das taxas de hospitalização. Além disso, são desenvolvidos protocolos de pesquisas nas próprias cirurgias e protocolos de integração entre cirurgia, radiação e agentes.

A pesquisa é, inclusive, um dos principais braços do FCS. De acordo com o médico, a instituição tem parceria com o instituto Sarah Cannon, especializado em pesquisa sobre câncer. Por meio da entidade, o FCS propõe estudos e após aprovação, a pesquisa é organizada e iniciada. "Atualmente, são entre 50 e 80 pesquisas clínicas em fase dois e três e duas unidades da clínica, uma em Sarasota e outra em Fort Myer, dedicadas a desenvolver a fase um". 

Segundo Gordan, de 700 a 900 pacientes da instituição são incluídos em pesquisas clínicas anualmente. Apesar do número expressivo, o médico afirma que o objetivo é elevar esta marca para dois mil pacientes ao ano.

Todo este empenho resulta em uma alta produção científica: o médico afirma que a organização envia de 100 a 150 trabalhos científicos ao Congresso Internacional de Oncologia.

Durante a conversa, Gordan ainda desatacou a preocupação do FCS em prestar total acompanhamento ao paciente. Segundo ele, a instituição possui equipes dedicadas a manter contato constante via telefone para garantir adesão ao tratamento. A medida, de acordo com o oncologista, foi importante especialmente para aumento da eficácia de tratamentos medicamentosos. 

Em termos operacionais e de gestão, Gordan destacou algumas medidas adotadas pela organização, entre elas o rigoroso controle de qualidade e unificação de protocolos. "Nós temos mais de 500 procedimentos padrões devidamente descritos. Essa padronização permite que nossos profissionais sejam treinados e executem as tarefas da mesma maneira". 

Desde o último ano, o Hospital do Câncer de Londrina também vem implementando esta medida. A mudança, encabeçada pelo Conselho Gestor do hospital, pretende agilizar as atividades realizadas e oferecer mais segurança ao paciente.

Durante a ocasião, a diretora de Ações Estratégicas Mara Fernandes entregou ao Dr. Lucio um quadro e um exemplar do livro comemorativo dos 50 anos do HCL em agradecimento à recepção durante a viagem feita aos EUA, à disponibilidade e às contribuições oferecidas ao hospital.

Assessoria de Imprensa do Hospital do Câncer de Londrina

Palestra Dr. Lu...
Palestra Dr. Lucio Gordan Palestra Dr. Lucio Gordan
Palestra Dr. Lu...
Palestra Dr. Lucio Gordan Palestra Dr. Lucio Gordan
Palestra Dr. Lu...
Palestra Dr. Lucio Gordan Palestra Dr. Lucio Gordan
Palestra Dr. Lu...
Palestra Dr. Lucio Gordan Palestra Dr. Lucio Gordan
Palestra Dr. Lu...
Palestra Dr. Lucio Gordan Palestra Dr. Lucio Gordan

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