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EICPO desenvolve grupo de apoio com pacientes

Formado por dez pacientes e profissionais da equipe de cuidados paliativos, o grupo se reúne uma vez ao mês para as mais diversas atividades

À esquerda, a paciente Eunice Vieira da Costa, e à direita, a médica oncologista clínica, Dra. Heloisa Marconato

Desde novembro de 2018, pacientes e alguns dos profissionais da Equipe Interdisciplinar de Cuidados Paliativos Oncológicos (EICPO) se reúnem mensalmente para falar sobre a doença, trocar experiências e realizar atividades prazerosas juntos. Trata-se do grupo “Paliamigas - câncer de mama metastático”, idealizado pela médica oncologista Heloisa Marconato.

A ideia surgiu a partir de suas consultas de oncologia clínica, quando notou que, apesar das particularidades e evoluções distintas da doença, algumas pacientes tinham muitas dúvidas e angústias em comum. Assim, a partir desse olhar e contando com a indicação de outros médicos, foram convidadas a participar pacientes que soubessem claramente seu diagnóstico de metástase e prognóstico.

“Queríamos um número pequeno de pacientes já que a intenção era que elas se conhecessem bem e tivessem a liberdade de conversar sobre seus medos, inclusive o da morte”, conta.

Com o apoio de algumas colegas da EICPO, que abraçaram a ideia, e de diversos voluntários, o grupo nasceu. Desde então foram várias atividades, oficinas e encontros com diferentes temas, – aula de pizza, yoga e meditação, rodas de conversa, crochê, etc. –, todas oferecidas com o apoio de empresas e profissionais voluntários.

“Escolhemos atividades que favoreçam a discussão de temas que envolvem algum tipo de dúvida, tanto em relação ao tipo do câncer e aos tratamentos, mas principalmente visando encontrar novos significados para as angústias e medos que a doença incurável traz. Além de reforçar que, sim, é possível conviver com a doença. Tentamos abordar assuntos intensos, mas com bastante sutileza”, explica a médica.

Para a psicóloga Tatiana Brum, que também participa dos encontros, o desenvolvimento do trabalho em grupo proporciona um suporte diferenciado, pois é sustentado pela individualidade e semelhanças de cada uma das participantes, o que pode amenizar sentimentos de solidão diante do sofrimento. “O efeito psicológico é de segurança, aceitação, compartilhamento, retirada do isolamento social muitas vezes causado pela doença... Traz leveza a algo que pode ser muito pesado de atravessar”, explica.

A estratégia tem rendido frutos. Segundo Marconato, o grupo teve momentos e conversas intensas. Além disso, o vínculo entre as participantes tem se fortalecido: “elas apoiam umas às outras, trocam experiências e sempre procuram ajudar quando uma delas não está bem”, conta a médica.

É o que confirma a paciente Eunice Vieira da Costa, de 48 anos. Diagnosticada com um câncer de mama metastático em 2017, inicialmente Eunice recebeu o convite para participar do grupo Paliamigas com certo receio, mas depois de pensar um pouco mais sobre a proposta, resolveu aceitar.

“Naquele momento me faltava alguma coisa, então decidi ir. E foi uma ótima decisão. Antes eu estava muito queixosa, me sentia pra baixo e desde que o grupo começou isso mudou. Também acho que fiquei mais humana, mais carinhosa com as pessoas. Nós [as pacientes] nos aproximamos muito umas das outras, nos apoiamos nos momentos de dificuldade, trocamos experiências... É muito bom, a gente se renova, ri, chora, brinca com a situação. Apesar de tudo, somos privilegiadas. Ainda temos tempo...”, relata.

Para Marconato, o principal benefício dos encontros está no fato de que “compartilhar os sofrimentos físico, social, espiritual e psíquico que aparecem diante de uma doença incurável é uma enorme ferramenta para alívio e que traz grandes reflexões”.  São ações que, aliadas à introdução precoce dos cuidados paliativos, aumentam o tempo e a qualidade de vida.

Na prática, segundo a médica, a dinâmica tem trazido um novo olhar sobre a vida e um novo significado para os dias, proporcionando uma convivência harmônica entre o medo de morrer e a vida. 

“Tem sido uma experiência única, cheia de significados ao perceber a importância da troca, da empatia, das descobertas e do valor fundamental da vida que se faz nas conexões com o outro”, confirma a psicóloga Tatiana.

E não são apenas as pacientes que vêm se beneficiando dos encontros. Os profissionais também. “Pra mim é incrível viver isso! Acabo trazendo todas as reflexões pra minha própria vida e tento viver um dia de cada vez da melhor maneira possível”, conta Dra. Heloisa.

Atualmente, participam dos encontros, além das pacientes, da oncologista e da psicóloga, a médica geriatra Raquel Barcelos, a enfermeira  Michele Vieira, a assistente social Alexsandra Nunes e a auxiliar de enfermagem Lucênia Garbelim.

Texto: Assessoria HCL | Fotos: Arquivo pessoal

 

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